Arquivo de Intolerância - Rádio Yorùbá https://radioyoruba.com.br/category/intolerancia/ Emissora de Radio e TV Sun, 14 Dec 2025 11:10:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.4 https://radioyoruba.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-LOGO_RADIO_YORUBA_500-32x32.png Arquivo de Intolerância - Rádio Yorùbá https://radioyoruba.com.br/category/intolerancia/ 32 32 Racismo religioso: 76% dos terreiros no Brasil sofreram violências https://radioyoruba.com.br/2025/12/14/racismo-religioso-76-dos-terreiros-no-brasil-sofreram-violencias/ https://radioyoruba.com.br/2025/12/14/racismo-religioso-76-dos-terreiros-no-brasil-sofreram-violencias/#respond Sun, 14 Dec 2025 11:10:22 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=19021 Dado consta de pesquisa sobre racismo contra povos de axé Em Aracaju, há quase dois meses, a comunidade do terreiro de candomblé Ìlé Àṣé Ìyá Ọṣún precisou se reunir às pressas para socorrer a casa religiosa. O templo foi invadido, depredado e teve objetos, como geladeira, fogão e máquina de costura, furtados, além de itens […]

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Dado consta de pesquisa sobre racismo contra povos de axé

Em Aracaju, há quase dois meses, a comunidade do terreiro de candomblé Ìlé Àṣé Ìyá Ọṣún precisou se reunir às pressas para socorrer a casa religiosa. O templo foi invadido, depredado e teve objetos, como geladeira, fogão e máquina de costura, furtados, além de itens sagrados destruídos e profanados.

Há menos tempo, em novembro, um singelo desenho infantil representando a orixá Iansã levou policiais armados a intimidar a direção de uma escola pública, na cidade de São Paulo, depois que o pai de uma aluna ficou incomodado com a atividade.

Situações como essas podem ser descritas como casos de racismo religioso. O conceito é recente e busca evidenciar o racismo como componente da violência contra religiões afro e que vai além da intolerância religiosa. Para obter dados atualizados sobre a prática no país, foi realizada a pesquisa Respeite o meu terreiro, em 2025.

A partir das respostas de religiosos de 511 terreiros, a pesquisa constatou que 80% deles sofreram racismo religioso. Os relatos mais comuns incluem agressão verbal, xingamentos, ataques diretos e abordagem policial discriminatória. Essas situações ocorreram pelo menos uma vez em dois anos.

Do total das casas religiosas, a pesquisa mostra que 76% foram alvo de diversas formas de violência, sendo que 74% foram ameaçadas, depredadas ou destruídas por racismo religioso, como ocorreu com o terreiro Ìlé Àṣé Ìyá Ọṣún, em Aracaju.

Essa violência também ocorre no ambiente digital. As lideranças religiosas informaram que 52% dos terreiros sofreram assédio ou racismo religioso na internet. A maioria das casas tem perfis nas redes sociais mais populares, como Facebook e Instagram, para divulgar suas atividades do dia a dia.

Apesar da gravidade e recorrência dos ataques, somente uma parcela pequena conseguiu buscar apoio policial. Menos de três em dez registrou um boletim de ocorrência em delegacia.

O levantamento foi idealizado pela Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (Renafro) e o terreiro Ilê Omolu Oxum, em parceria com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania e os resultados foram apresentados em reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), na quinta-feira (4), na Suíça.

Na publicação, Mãe Nilce, responsável pela pesquisa, afirma que nas últimas décadas, os terreiros continuaram sendo invadidos, destruídos, pais e mães de santo assassinados e fieis perseguidos “apenas por fazer parte de uma religião não cristã”.

Mãe Nilce diz que terreiros contiuam sendo invadidos, destruídos, pais e mães de santo assassinados. Foto: Mãe Nilce de Iansã/Arquivo Pessoal – Mãe Nilce de Iansã/Arquivo Pessoal

“Se no passado, nossos algozes eram as autoridades policiais, atualmente temos sido vítimas de uma campanha orquestrada por grupos religiosos, muitas vezes de origem pentecostal, que em alguns casos são associados ao narcotráfico e milícia”, destacou.

Na avaliação dela, são necessárias políticas públicas mais eficazes e mais conscientização social sobre o problema, uma solução apontada pelos próprios líderes na pesquisa. “Somente a partir do respeito dos modos destas comunidades, haverá garantia de direitos”, concluíram os pesquisadores, no texto.

Esta é a segunda edição da Respeite o meu terreiro, prevista para ser feita a cada dois anos, com o objetivo de mapear a violência baseada no racismo religioso contra comunidades afro-religiosas, assim como revelar as formas de resistência.

O racismo religioso é crime no Brasil, punido com pena de prisão de dois a cinco anos ou multa, em alguns casos. No momento do crime, a Polícia Militar pode ser acionada discando 190.

Para registrar um boletim de ocorrência, procure uma delegacia de polícia. Também é possível registrar o caso pelo Disque 100, serviço telefônico do governo federal para denunciar violação de direitos humanos, de forma anônima e gratuita.

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro

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Mãe de santo processa motorista e acaba acusada de intolerância por juiz; entenda o caso https://radioyoruba.com.br/2025/10/27/mae-de-santo-processa-motorista-e-acaba-acusada-de-intolerancia-por-juiz-entenda-o-caso/ https://radioyoruba.com.br/2025/10/27/mae-de-santo-processa-motorista-e-acaba-acusada-de-intolerancia-por-juiz-entenda-o-caso/#respond Mon, 27 Oct 2025 22:06:56 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=18861 O juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Neto julgou uma ação da mãe de santo que acusava um motorista de aplicativo de racismo religioso e entendeu que ação do motorista não era preconceituosa, e que, na verdade, a mulher foi quem cometeu a intolerância. Uma decisão judicial gerou uma denúncia de racismo religioso contra o […]

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O juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Neto julgou uma ação da mãe de santo que acusava um motorista de aplicativo de racismo religioso e entendeu que ação do motorista não era preconceituosa, e que, na verdade, a mulher foi quem cometeu a intolerância.

Juiz é denunciado por racismo religioso

Uma decisão judicial gerou uma denúncia de racismo religioso contra o juiz responsável pela sentença na Paraíba. O juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Neto, do 2º Juizado Especial Cível de João Pessoa, negou uma indenização a uma mãe de santo que teve uma corrida cancelada por um motorista de aplicativo que se recusou a ir até um terreiro de candomblé.

O juiz entendeu que que a mãe de santo Lúcia de Fátima cometeu intolerãncia, e que o motorista não cometeu o racismo religioso, denunciado por ela.

Ao cancelar a corrida, o motorista respondeu por mensagem no aplicativo, no dia 23 de março de 2024, o seguinte: “Sangue de Cristo tem poder, quem vai é outro kkkkk tô fora”. A corrida foi cancelada em seguida. A mensagem motivou a ação judicial da mãe de santo, que pediu uma indenização de R$ 50 mil.

O juiz negou o pedido de indenização movido pela mãe de santo e afirmou, na sentença, que quem cometeu intolerância religiosa no caso teria sido a mulher por considerar ofensivas as frases enviadas pelo motorista.

A denúncia da mãe de santo contra o motorista

Motorista da Uber utilizou expressões religiosas para recusar corrida de mãe de santo, em João Pessoa — Foto: Reprodução/Redes sociais

Em março de 2024, Lúcia de Fátima denunciou nas redes sociais ter sido alvo de intolerância religiosa. Um boletim de ocorrência foi registrado posteriormente sobre o caso.

De acordo com a religiosa, uma integrante do terreiro solicitou um carro de aplicativo para levá-la a uma consulta médica de urgência. Ela explicou, por mensagem, que o endereço era o local religioso, para ajudar o motorista a se localizar.

O motorista Leonardo respondeu por mensagem: “Sangue de Cristo tem poder, quem vai é outro kkkkk tô fora”. A corrida foi, então, cancelada.

Na época do acontecido, a mãe de santo explicou ao g1 que quando viu a mensagem teve um aumento de pressão e, depois que outro motorista aceitou a corrida, chegou à consulta médica passando mal.

“A gente se sente muito menosprezada enquanto ser humano, entendeu? Eu gostaria que nenhum pai e mãe de santo passasse pelo que eu passei. A gente se sente muito mal numa situação dessa. A gente se sente ninguém na realidade”, disse.

Além do boletim na polícia, a mãe de santo também entrou com uma ação de indenização contra o motorista e a empresa Uber, responsável pelo aplicativo de viagens. A ação na Justiça foi movida apontava racismo religioso e pedia uma indenização de R$ 50 mil. Na época do caso, o motorista foi banido da plataforma.

Nos autos do processo judicial, a Uber afirmou que é parte ilegítima no processo, pois atua apenas como intermediária entre motoristas e passageiros, sem responsabilidade sobre condutas individuais dos motoristas, que seriam trabalhadores autônomos. Disse que não houve falha em seus serviços nem nexo entre a atuação da empresa e o suposto dano moral.

A empresa também alega que adotou todas as medidas cabíveis, como desativar o motorista, e que não tem controle sobre mensagens privadas trocadas entre motoristas e passageiros, e pediu a improcedência da ação.

O julgamento
Mais de um ano depois da judicialização do episódio, o caso foi julgado pelo juiz Adhemar Ferreira Neto, em setembro de 2025. No despacho do magistrado, ele analisou que era a mãe de santo quem cometeu a intolerância.

“A autora, a se ver da inicial, ao afirmar considerar ofensiva a ela a frase ‘Sangue de Cristo tem poder’, denota com tal afirmação que a intolerância religiosa vem dela própria. E não do motorista inicialmente selecionado pela ré para transportá-la”, diz trecho da sentença.

Segundo o juiz, a mensagem enviada pelo motorista é “livre manifestação de uma crença, e de respeito pela crença do outro. No caso, respeito pela crença da autora”.

“Se, intimamente, o crente ofende-se com o que considera ofensa à sua crença, a tolerância o impele a afastar-se do convívio com o ofensor”, diz outro trecho.

O magistrado disse em outro ponto que ele não podia “passar do mundo dos fatos ao mundo dos sentimentos apenas para concordar com os sentimentos da autora [a mãe de santo] e ver o que não tem como ser visto nem provado, que é o dolo do motorista selecionado de ofender”.

Ele acrescentou também em sua decisão que o ato de recusar a corrida esteve separado de qualquer intenção preconceituosa e que está pautada na liberdade de aceitar e recusar as corridas no aplicativo, como é previsto nas próprias diretrizes do serviço.

“Sendo assim, não está contratualmente obrigado a transportar quem não quer. Cabendo à ré, em caso de recusa do motorista inicialmente selecionado, encontrar motorista que queira aceitar a solicitação. Que foi o que aconteceu, na ocasião, em relação à autora”, ressaltou o juiz.

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Juíza barra transação penal que obrigava mãe de santo a se mudar por perturbar vizinhos https://radioyoruba.com.br/2025/10/27/juiza-barra-transacao-penal-que-obrigava-mae-de-santo-a-se-mudar-por-perturbar-vizinhos/ https://radioyoruba.com.br/2025/10/27/juiza-barra-transacao-penal-que-obrigava-mae-de-santo-a-se-mudar-por-perturbar-vizinhos/#respond Mon, 27 Oct 2025 21:57:12 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=18858 Decisão é provisória e garante a permanência dela no imóvel, no Pará A Justiça do Pará suspendeu a transação penal que obrigava uma mãe de santo a mudar de endereço por perturbar o sossego dos vizinhos. A decisão é provisória e garante a permanência dela no imóvel, anexo a um templo umbandista, até o julgamento […]

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Decisão é provisória e garante a permanência dela no imóvel, no Pará

Mãe de Santo – Imagem ilustrativa

A Justiça do Pará suspendeu a transação penal que obrigava uma mãe de santo a mudar de endereço por perturbar o sossego dos vizinhos. A decisão é provisória e garante a permanência dela no imóvel, anexo a um templo umbandista, até o julgamento definitivo do processo.

A transação penal é um tipo de acordo fechado com o Ministério Público. O réu se compromete a cumprir uma exigência e, em troca o processo é arquivado. No caso, a mãe de santo aceitou procurar um novo imóvel. A vizinhança estaria incomodada com o volume de tambores, sinos e reuniões.

A juíza Ana Patrícia Nunes Alves Fernandes, da 1.ª Turma Recursal Permanente dos Juizados Especiais, considerou que a solução pactuada no acordo foi abusiva porque viola a liberdade religiosa e o direito de moradia.

“A imposição de obrigações que resultam no afastamento compulsório da paciente de sua residência e de suas práticas religiosas ultrapassa os limites da transação penal”, justificou a juíza.

A magistrada alertou para o “risco de dano irreparável” à mãe de santo. “A paciente se vê ameaçada de cumprimento de uma sanção que pode violar direitos fundamentais, além de configurar restrição à sua liberdade religiosa e de culto. A demora na apreciação da matéria de fundo pode resultar em grave prejuízo irreparável à paciente, inclusive a efetivação de medidas que atinjam diretamente sua dignidade e liberdade.”

A decisão afirma ainda que não há provas de que houve perturbação sonora porque nenhum laudo que medisse os decibéis foi produzido, o que na avaliação da magistrada é “essencial” para o processo.

Fonte Estadão

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Polícia investiga invasão e destruição em terreiro de candomblé, em João Pessoa https://radioyoruba.com.br/2025/09/14/policia-investiga-invasao2-e-destruicao-em-terreiro-de-candomble-em-joao-pessoa/ https://radioyoruba.com.br/2025/09/14/policia-investiga-invasao2-e-destruicao-em-terreiro-de-candomble-em-joao-pessoa/#respond Sun, 14 Sep 2025 22:12:49 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=17632 Ministério Público da Paraíba informou que acompanha as investigações após instauração de Notícia de Fato pela Promotora Fabiana Lobo. Suspeitos não foram identificados. A Polícia Civil investiga uma invasão e também a destruição de um terreiro de candomblé, no Bairro das Indústrias, em João Pessoa, na noite do último sábado (14). De acordo com o […]

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Ministério Público da Paraíba informou que acompanha as investigações após instauração de Notícia de Fato pela Promotora Fabiana Lobo. Suspeitos não foram identificados.

Vários objetos do templo em João Pessoa foram danificados — Foto: TV Cabo Branco

A Polícia Civil investiga uma invasão e também a destruição de um terreiro de candomblé, no Bairro das Indústrias, em João Pessoa, na noite do último sábado (14). De acordo com o delegado João Paulo Amazonas, a investigação acontece pela Delegacia de Repressão aos Crimes Homofóbicos, Étnico-Raciais e Delitos de Intolerância Religiosa.

A Polícia Militar foi acionada no terreiro de Pai Lei D’Azauani por conta da invasão e destruição do local no momento em que estava havendo uma festa religiosa em culto ao orixá, no entanto, ao chegar no local, nenhum suspeito foi localizado e até a última atualização desta matéria ninguém havia sido preso. Imagens obtidas pela Rede Paraíba mostram como o local ficou após a destruição.

Pelas imagens, é possível perceber que cadeiras e mesas foram quebradas, além de uma série de objetos jogados no chão.

Em contato com a Rede Paraíba, a promotora do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Fabiana Lobo, informou que uma Notícia de Fato foi registrada no órgão após o ocorrido ser veiculado na imprensa e que a promotoria de Defesa da Cidadania e dos Direitos Fundamentais acompanha as investigações.

Um ofício foi enviado para a Polícia Civil, solicitando o andamento das investigações. João Paulo Amazonas informou que policiais foram deslocados para o terreiro nesta tarde de domingo (14) para falarem com testemunhas no local e, a partir da segunda-feira (15), o delegado Marcelo Falcone assume as investigações.

Nenhum suspeito pela invasão e destruição foi preso até a última atualização desta matéria — Foto: TV Cabo Branco

Em nota, a Federação Paraibana de Tradições Afro Descendentes (FPTAD) disse que espera a atuação dos órgãos competentes para elucidar o acontecido, além de afirmar que vai continuar lutando para que o direito ao culto seja garantido aos povos e religiões de matrizes africanas.

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Mãe de santo denuncia ordem de despejo de terreiro na Cidade Nova https://radioyoruba.com.br/2025/02/18/mae-de-santo-denuncia-ordem-de-despejo-de-terreiro-na-cidade-nova/ https://radioyoruba.com.br/2025/02/18/mae-de-santo-denuncia-ordem-de-despejo-de-terreiro-na-cidade-nova/#respond Tue, 18 Feb 2025 12:53:27 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=17477 Responsável pelo Terreiro Pedreiras de Xangô, mãe de santo Cláudia de Jesus classifica as obras próximas ao espaço como um ato de intolerância religiosa Desde que as estruturas para as obras começaram a ser montadas próximo ao terreiro e à Cachoeira de Oxum, o local tem sido alvo de denúncias por desrespeito à tradição religiosa. […]

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Responsável pelo Terreiro Pedreiras de Xangô, mãe de santo Cláudia de Jesus classifica as obras próximas ao espaço como um ato de intolerância religiosa

Mãe de Santo denúncia Conder por obras próximo a terreiro. Foto: Alô Juca

Desde que as estruturas para as obras começaram a ser montadas próximo ao terreiro e à Cachoeira de Oxum, o local tem sido alvo de denúncias por desrespeito à tradição religiosa. Segundo Mãe Cláudia, as obras não estariam considerando o impacto cultural e religioso da medida.

Na manhã desta segunda-feira (17), durante reportagem do portal Alô Juca, maquinários já estavam no local para iniciar as obras ao redor do terreiro, enquanto agentes da Polícia Militar acompanhavam os manifestantes.

“Eles querem colocar minha casa no chão sem oferecer qualquer alternativa. Isso é intolerância religiosa”, declarou Mãe Cláudia, que também relatou ter sido atingida por uma pedra durante a abordagem.

Mãe de três filhos, Cláudia faz um apelo a reportagem do Alô Juca, afirmando que a única condição oferecida pelo governo foi um auxílio de R$ 450 mensais para o pagamento de aluguel.

Em nota, a Conder afirmou que “as obras de contenção que estão sendo realizadas pela companhia no Sertanejo, bairro da Cidade Nova, não preveem a demolição do terreiro citado pela reportagem”. A companhia também declarou que “não solicitou o despejo da responsável pelo imóvel” e que as obras previstas contemplam uma área localizada atrás do terreiro. Segundo a Conder, as intervenções nas proximidades do local estão suspensas desde 1º de setembro de 2023, data em que o Ministério Público da Bahia passou a mediar a questão.

Obra seria realizada próximo ao terreiro. Foto: Alô Juca

Fonte ARATU ON

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Mãe de santo denuncia vizinha à polícia por intolerância religiosa após idosa ir nua até terreiro para xingar e mostrar as nádegas https://radioyoruba.com.br/2025/02/18/mae-de-santo-denuncia-vizinha-a-policia-por-intolerancia-religiosa-apos-idosa-ir-nua-ate-terreiro-para-xingar-e-mostrar-as-nadegas/ https://radioyoruba.com.br/2025/02/18/mae-de-santo-denuncia-vizinha-a-policia-por-intolerancia-religiosa-apos-idosa-ir-nua-ate-terreiro-para-xingar-e-mostrar-as-nadegas/#respond Tue, 18 Feb 2025 12:48:48 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=17474 Conforme o boletim de ocorrência, idosa de 71 anos começou a ofender as 20 pessoas que estavam no terreiro, que funciona na casa da religiosa, em Itapetininga (SP). Mulher colocou música alta e foi nua até a porta para agredir verbalmente frequentadores do local. Uma mãe de santo de 41 anos registrou um boletim de […]

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Conforme o boletim de ocorrência, idosa de 71 anos começou a ofender as 20 pessoas que estavam no terreiro, que funciona na casa da religiosa, em Itapetininga (SP). Mulher colocou música alta e foi nua até a porta para agredir verbalmente frequentadores do local.

Em ato de intolerância religiosa, idosa ficou nua e mostra às nádegas para vizinha praticante de umbanda em Itapetininga (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

Uma mãe de santo de 41 anos registrou um boletim de ocorrência denunciando uma vizinha por intolerância religiosa, em Itapetininga (SP), neste sábado (15). Segundo a religiosa, a agressora, uma idosa de 71 anos, foi nua até a frente da casa dela, onde também funciona um terreiro de umbanda, e começou a gritar, xingar e mostrar as nádegas.

Conforme o boletim de ocorrência, a idosa começou a ofender as 20 pessoas que estavam no terreiro. A mulher ainda colocou música alta em sua casa e foi nua até a porta do terreiro para agredir verbalmente todos que frequentavam o local.

Ao g1, a mãe de santo disse que outras pessoas jogaram tijolos na frente da casa dela, falando que todos eram “vagabundos macumbeiros”. Ela contou que o convívio entre as duas era amigável, mas mudou após a vizinha saber sobre a religião dela. O g1 não conseguiu localizar a mulher denunciada até a última atualização desta reportagem.

Ainda conforme a religiosa, no domingo (16), o marido dela chegou a desmaiar e machucar a testa, pois estava nervoso com a música alta na casa da vizinha. A Polícia Militar foi chamada, mas as vizinha baixa o volume, aumentando logo após a saída dos policiais, comentou a denunciante.

A líder religiosa disse que também pediu medida protetiva contra a vizinha. Ela comentou que possui alvará para funcionamento do terreiro em sua casa.

Em contato com a reportagem, a família afirmou que a idosa tem enfrentado crises de síndrome do pânico, depressão e ansiedade, fazendo uso de medicação para o tratamento.

Fonte G1

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Terreiro de Umbanda é invadido e depredado em Vila Isabel https://radioyoruba.com.br/2025/01/30/terreiro-de-umbanda-e-invadido-e-depredado-em-vila-isabel/ https://radioyoruba.com.br/2025/01/30/terreiro-de-umbanda-e-invadido-e-depredado-em-vila-isabel/#respond Thu, 30 Jan 2025 10:49:15 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=17452 Criminosos roubaram itens essenciais para o funcionamento do terreiro e destruíram objetos sagrados Um terreiro de Umbanda em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, foi invadido e depredado na madrugada de segunda-feira (29). Criminosos roubaram objetos essenciais para o funcionamento da casa, como geladeira, fogão, ar-condicionado, televisor e utensílios usados nos rituais religiosos. […]

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Criminosos roubaram itens essenciais para o funcionamento do terreiro e destruíram objetos sagrados

Terreiro de Umbanda é alvo de vandalismo e furto no Rio. Fotos: Amanda Risi / Tupi

Um terreiro de Umbanda em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, foi invadido e depredado na madrugada de segunda-feira (29). Criminosos roubaram objetos essenciais para o funcionamento da casa, como geladeira, fogão, ar-condicionado, televisor e utensílios usados nos rituais religiosos. Além disso, destruíram imagens sagradas, atabaques e garrafas de bebidas.

Segundo Emanuele Marques, mãe ekedi do terreiro, a invasão foi descoberta por um filho de santo que passava pelo local e percebeu que o imóvel estava arrombado. Ao chegarem, encontraram o espaço completamente devastado.

“Tudo estava destruído, não sobrou nada. O que mais nos chamou a atenção foi que eles levaram itens essenciais para o funcionamento das giras, como as panelas usadas nas comidas de santo”, lamentou.

Outro detalhe que intrigou a comunidade foi o fato de os criminosos não levarem as bebidas alcoólicas do local, mas sim as quebrarem pelo chão. “Se fossem usuários de drogas, teriam provavelmente levado as bebidas para consumo”, destacou Emanuele.

Esta não foi a primeira invasão ao terreiro. Há cerca de um mês, o espaço já havia sido alvo de uma tentativa de arrombamento, mas os criminosos não conseguiram entrar no imóvel. Além de sua função religiosa, o terreiro também realiza ações sociais para a comunidade local.

A polícia investiga o caso, e a comunidade umbandista pede providências para que atos como esse não se repitam.

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Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro recebe o Machado Sagrado de Xangô https://radioyoruba.com.br/2024/12/19/tribunal-de-justica-do-rio-de-janeiro-recebe-o-machado-sagrado-de-xango/ https://radioyoruba.com.br/2024/12/19/tribunal-de-justica-do-rio-de-janeiro-recebe-o-machado-sagrado-de-xango/#respond Thu, 19 Dec 2024 07:44:50 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=17412 O Oṣẹ Mímọ́ Ṣàngó, o Machado Sagrado de Xangô, carrega o poder da justiça, da verdade e do equilíbrio, valores universais que transcendem culturas e religiões. A entrega deste símbolo ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), nesta quinta-feira, 19 de dezembro, às 11h, representa um marco na história das religiões […]

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Foto reprodução Internet

O Oṣẹ Mímọ́ Ṣàngó, o Machado Sagrado de Xangô, carrega o poder da justiça, da verdade e do equilíbrio, valores universais que transcendem culturas e religiões. A entrega deste símbolo ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), nesta quinta-feira, 19 de dezembro, às 11h, representa um marco na história das religiões de matriz africana e reafirma o compromisso com a valorização da diversidade cultural.

O machado de Xangô, com suas lâminas duplas, nos ensina que a justiça verdadeira considera ambos os lados de uma questão. Esse simbolismo reflete a sabedoria de Xangô, o aplicador das leis de Olódùmarè, que garante que “quem deve paga, e quem merece recebe”. Sua mensagem de equilíbrio e imparcialidade inspira não apenas a religião, mas também o próprio sistema de justiça.

A iniciativa, liderada pela Ìyálaṣé Arethuza Doria de Ọya em parceria com a Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra da OAB-RJ (CEVENB), integra os objetivos do Pacto pela Igualdade Racial promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Sob a condução do Desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, presidente do TJRJ, a cerimônia reforça a importância do reconhecimento das tradições afro-brasileiras e promove um diálogo entre cultura, espiritualidade e justiça.

Esta entrega histórica também se alinha ao entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a presença de símbolos religiosos em espaços públicos como expressão da riqueza cultural do Brasil, sem ferir a laicidade do Estado. Nesse contexto, o Oṣẹ Mímọ́ Ṣàngó passa a ser uma representação de inclusão e respeito às tradições que moldaram a sociedade brasileira.

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Governo abafa escândalo da agressão do filho de Lula à ex-mulher https://radioyoruba.com.br/2024/04/07/governo-abafa-escandalo-da-agressao-do-filho-de-lula-a-ex-mulher/ https://radioyoruba.com.br/2024/04/07/governo-abafa-escandalo-da-agressao-do-filho-de-lula-a-ex-mulher/#respond Sun, 07 Apr 2024 18:55:18 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=13279 O Planalto age fortemente para abafar a denúncia da médica Natália Schincariol à polícia contra Luís Cláudio, filho mais novo de Lula, por continuadas agressões físicas e morais. A omissão vergonhosa inclui parte da imprensa, em geral, intolerante contra casos enquadrados na Lei Maria da Penha. Não houve qualquer reação oficial. Ministros da Mulher, da […]

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O Planalto age fortemente para abafar a denúncia da médica Natália Schincariol à polícia contra Luís Cláudio, filho mais novo de Lula, por continuadas agressões físicas e morais. A omissão vergonhosa inclui parte da imprensa, em geral, intolerante contra casos enquadrados na Lei Maria da Penha. Não houve qualquer reação oficial. Ministros da Mulher, da Justiça ou dos Direitos Humanos e nem a Presidência divulgaram frase, sequer nota, nem repudiaram o denunciado agressor de mulher.

Fonte:

CLÁUDIO HUMBERTO
PODER, POLÍTICA E BASTIDORES Com Tiago Vasconcelos e Rodrigo Vilela

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Carioca atacada na Alemanha fala sobre agressões e racismo no país europeu: ‘Crime de ódio’ https://radioyoruba.com.br/2024/03/31/carioca-atacada-na-alemanha-fala-sobre-agressoes-e-racismo-no-pais-europeu-crime-de-odio/ https://radioyoruba.com.br/2024/03/31/carioca-atacada-na-alemanha-fala-sobre-agressoes-e-racismo-no-pais-europeu-crime-de-odio/#respond Sun, 31 Mar 2024 11:41:54 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=13249 A ativista negra Gabi Monteiro e o namorado Dominik Haushahn foram alvos de ataques racistas e agressões físicas em março de 2023. Em fevereiro desse ano, três suspeitos do grupo de oito pessoas que atacaram o casal se entregaram à polícia alemã. Neste sábado (30), ela postou um desabafo sobre o caso. A ativista negra […]

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A ativista negra Gabi Monteiro e o namorado Dominik Haushahn foram alvos de ataques racistas e agressões físicas em março de 2023. Em fevereiro desse ano, três suspeitos do grupo de oito pessoas que atacaram o casal se entregaram à polícia alemã. Neste sábado (30), ela postou um desabafo sobre o caso.

A ativista negra e designer carioca, Gabi Monteiro, que há cinco anos mora em Berlim, na Alemanha, fez um forte relato sobre os ataques racistas que sofreu em uma estação de metrô da capital alemã.

No último sábado (30), a carioca comentou em suas redes sociais sobre os ataques que sofreu em março de 2023. Na ocasião, ela e o namorado, Dominik Haushahn, viram um grupo de oito pessoas fazendo piadas sobre seu cabelo, provocando e humilhando a brasileira por conta da cor de sua pele.

Além dos atos racistas, seu companheiro acabou agredido fisicamente, após tentar impedir as humilhações. Para Gabi, as cicatrizes psicológicas provocadas pelos ataques ainda causam dor.

“Essa covardia que nos aconteceu foi um crime de ódio, com temática racista e sexista e precisa ser nomeada como tal. Foi o pior momento da minha vida”, escreveu Gabi.

Segundo o jornal alemão Berliner Zeitung, três dos oito suspeitos de atacarem o casal se entregaram à polícia no último dia 27 de fevereiro.

Crime no metrô
Conforme a imprensa alemã e os relatos de Gabi Monteiro, os ataques aconteceram no dia 26 de março de 2023, na estação de metrô Alexanderplatz.

Por volta das 18h, o casal seguia em direção a região de Hermannstrasse, quando perceberam a presença no vagão de um grupo de oito jovens. Gabi contou que um dos integrantes do grupo começou a fazer piadas sobre ela em voz alta. Eles começaram a rir, quando um deles se aproximou e fez comentários agressivos sobre o cabelo da brasileira.

“Um grupo de 8 pessoas entrou e começou a rir alto, zombando de mim, fazendo comentários agressivos sobre minha aparência e meu cabelo. Quando um homem apontou a câmera do celular na minha cara e disse: ‘Vou tirar uma foto dela'”, relembrou.
Já irritada, Gabi recusou a foto e enfrentou o homem que insistia em zombar dela de forma racista.

“Todo o grupo começou a nos assediar e a ameaçar. O homem tentou mais duas vezes tirar uma selfie comigo. Após sua terceira tentativa, tentei tirar o telefone de sua mão. O grupo dizia coisas agressivas como: ‘Em Berlim as coisas não são assim'”, contou Gabi.

Agressão física
A coisa piorou quando o vagão do metrô chegou a estação Alexanderplatz. Nesse momento, a brasileira e o namorado tentaram deixar o trem. Contudo, três homens do grupo foram na direção deles para agredi-los com socos e chutes.

“Outros três homens do grupo perseguiram meu parceiro até a plataforma, atingindo-o com vários socos no rosto, até que ele ficou coberto de sangue. Os agressores só pararam porque um estranho interveio”, escreveu Gabi em sua conta no Instagram.

A ação covarde dos jovens contou ainda com a ajuda de mais duas mulheres que ficaram segurando as portas do metrô para que os homens que atacaram o namorado de Gabi pudessem voltar e fugir da estação. “Uma experiência horrível”, lembrou Gabi.

“O grupo que nos atacou foi sexista, pois ao me identificarem como mulher me objetificaram, gritando sobre meu cabelo, que é uma parte do meu corpo que não cabe a ninguém categorizar. Eles falaram de mim como se eu estivesse lá para divertimento deles”, analisou.
Medo e depressão
Os ataques não deixaram apenas marcas físicas em Gabi e em seu namorado. A brasileira relatou que o ódio daquele grupo fez com que ela tivesse medo de andar pelas ruas de Berlim.

“(…) Eles devem ser identificados e responsabilizados pelos crimes de ódio, racismo, sexismo e agressão física, pelos danos psicológicos, como depressão, ansiedade e medo que venho sofrendo desde então”, cobrou a carioca.

Na opinião de Gabi, essa é uma realidade que afeta a sociedade alemã. Para ela, o país precisa falar mais sobre o racismo e deve punir as pessoas que agem dessa forma.

“A desumanização, objetificação e colocação de pessoas negras em um local de entretenimento não é uma ocorrência recente, mesmo antes de o regime nazista se estabelecer na sociedade alemã”

“A Alemanha é o país que escolhi para viver e me proporcionou momentos maravilhosos, mas há pouca discussão pública crítica sobre o que gera tantos crimes de ódio neste país. Não somos todos iguais. Devemos respeitar as diferenças de cada indivíduo. O grupo que nos atacou precisa aprender a tolerar e respeitar a todos”, completou Gabi Monteiro.

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