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Cuidado com o fanatismo!

Escrito por em 03/10/2022

Impressiono-me ver grande maioria de um país manipulado de forma tão grotesca BOLSONARO X LULA, em quem você vai votar? Lembro, a oportunidade de optar uma terceira via acabou, será que faltou coragem em apostar em novas administrações! Apreciei de verdade em 2018 quando o brasileiro teve coragem de mudar totalmente a administração politica do país, campanhas em todo canto “O BRASIL ACORDOU!”. Tudo era válido de contra a corrupção, lembra? O raciocínio de, troque por um novo, era um pensamento ótimo, pois somente assim é possível quebrar um pouco essa corrupção sistêmica instalada no nosso país, assim de fato teríamos chance de navegar para o avanço da nossa sociedade pensando em nossos filhos. Mas é tarde somente em 2026 poderemos por isto em prática.

O uso de desculpas e argumentos não faltam quando tentam lhe convencer qual é o candidato certo, qual é o melhor para votar., e quando isso acontece, tente perceber qual é o verdadeiro motivo dele(a) de tentar lhe convencer. Em muitos casos, a pessoa é inocente, acredita realmente num determinado candidato, mesmo assim essa pessoa pode ser fruto de um processo manipulatório que hoje é forte nas redes sociais que atinge muitos jovens e adolescentes (inocentes). O outro é observar se aquela pessoa tem um interesse financeiro, um interesse particular visando apenas o seu benefício próprio. Existem vários tipos de militantes, e se você não conseguir identificar, cuidado! Você pode esta lidando com um fanático. Boa parte do eleitorado brasileiro nunca souberam o que é enfrentar filas enormes, madrugar para conseguir comprar um bujão de gás, tudo isso devido as grandes inflações que atingia o país numa época de altas inflações! Famoso AJO que era cobrado em tudo, preços que subiam diariamente devidos a desvios de dinheiro de corrupção. E bastou uma polarização, se perdeu o foco. Não se pode votar por ódio, raiva, ou por ressentimento, é preciso raciocinar. Mudar caro leitor é a única receita de quebrar sistemas corruptos, mandar um recado. Aí alguém me diz: mas se mudar continua a mesma coisa; não meu irmão, continua não! Quando uma administração nova entra no poder, por mais que seja corrupta, é necessário muito tempo para se elaborar novas articulações, e a chance de se expor é maior. E temos sempre que lembrar que um mandato é de apenas 4 anos, e podemos trocar novamente.

Enfim, acredito que neste post tenhamos como refletir sobre alguns limites e devemos ficar atento, e uma delas é a prática de alguns militantes radicais que vendem até a própria alma em troca da razão. Inclusive trocam nossa religião por voto. Devo lembrar não subestimar a inteligência do nosso povo. Nossa religião é sagrada, intocada, não a suje por interesses próprios, não digo isso sobre aquele que é sincero, existem, sim, aqueles que merecem nossa atenção, agora manipular em nome do candomblé ou da umbanda, aí não! Não somos manipuláveis! Um por um lado comprando voto com auxílio Brasil e o outro prometendo churrasquinho e cervejinha gelada, absurdo!

Tenho certeza que quando aparecer alguém sincero saberemos, na verdade, em minha opinião já passamos da hora de nós nos organizarmos e elegermos em cada estado, 1 ou 2 representantes políticos de religiões de matrizes africanas para nos representar. Será impossível? Pois, assim saberemos direcionar ao certo nossa força, pelo menos no Rio de Janeiro tivemos nomes maravilhosos como Marcelo Fritz, a meu ver, pessoa sincera, que querer de verdade ajudar nosso povo, apoiar nossa religião, e cadê a união? Ele deveria ter sido eleito, sim, presente em nosso dia, estão sempre de frente com nossos problemas, sem contar com outros estados que muitos adeptos candidatos não foram eleitos. Falta organização? Ou talvez esse FANATISMO tenha ofuscado quem estava próximo da gente. Vamos acordar povo!

Os Orixás, nossas entidades sagradas não tem partido e nem candidato, lutemos sim pelo nosso povo, mas sempre visando a coerência e a razão. Se você ama sua religião vai se identificar com esse texto. Seja você Bolsonarista ou Petista, te desejo boa sorte, aqui não há descriminação, pois essa sim é nossa verdadeira luta (IGUALDADE). Vote com fé e de coração. Estaremos aqui juntos como sempre estivemos, seja qual for o resultado.

Que o senhor do pano branco lhe abençoe hoje e sempre!
Att: Baba Eduardo de Oxalá
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Achei algumas publicações interessantes na internet e fiz questão de dividir com vocês!

Por que a crítica para um vira elogio ao outro? Cuidado com o Fanatismo Político…

Por Rafael Porcari

Eu me assusto com certos radicalismos. Quer exemplos?

Se eu criticar o Bolsonaro pela bobagem dita de que “a vacina pode levar uma pessoa a contrair AIDS”, automaticamente os mais fanáticos (repare, não citei o eleitor comum, estou me dirigindo aos radicais”) começam a encher de postagens com os dizeres: “E o Lula?” / “Prefiro o honesto do que o safado!”/ “Bom era no tempo do Petrolão, não é?” / “Chora, Esquerdopata” e outras ofensas sem sentido.

Onde é no parágrafo acima que fiz referência a alguma qualidade ao Luís Inácio? Apenas critiquei a irresponsabilidade da fala do chefe da nação.

Por outro lado, se eu criticar o Lula pela insistência no “Projeto de Regulação da Mídia” (algo dito como se fosse um combate aos conglomerados, mas que já foi afirmado em outras palavras ser um controle do que se publica – e isso é censura), me deparo com uma avalanche de postagens: “Bolsominion tem medo de ser preso por Fake News” / “Genocida tem medo de quem luta pelo povo” / “Quando chegar 2022 Bolsonaro e filhos vão para cadeia”/ Terraplanista de Direita, sua hora vai chegar”, entre outros xingamentos.

Idem: onde é no parágrafo acima que fiz referência a alguma qualidade ao Bolsonaro? Apenas critiquei a irresponsabilidade da fala de um ex-chefe da nação.

Não sou simpatizante de nenhum político (dos citados acima ou de Dória, Ciro, Amoêdo ou qualquer outro – não vejo por enquanto nenhum nome honesto, competente e com credibilidade ao próximo pleito presidencial). Me impressiono que quando você cita algo contrário a um desses homens idolatrados, a militância extremista (de novo, não me refiro ao eleitor comum) “cai matando” com rótulos.

Seria por dificuldade na interpretação de textos, preguiça de ler ou cegueira por paixão política?

Não me esqueço do dito popular: Paixões Políticas emburrecem…

Fonte, site: https://professorrafaelporcari.com/

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Fanatismo é como se unir aos seus pares, as pessoas deixam de usar a razão e deixam somente a emoção tomar conta, tornando-se a si próprio presas fáceis de manipuladores.

“Segundo o dicionário Aurélio, fanático é aquele que segue cegamente uma doutrina ou partido, o termo não está ligado unicamente a doutrinas políticas ou religiosas, pois tudo aquilo que leva o indivíduo ao exagero é considerado como forma de fanatismo.

Uma pessoa pode ser fanática por amar exageradamente uma pessoa, objeto, time de futebol, etc., o erro mais comum das pessoas é o de designar fanatismo como sendo algo exclusivamente religioso e político. Muitas polêmicas surgem acerca desse tema, tendo em vista que pode gerar situações incômodas. Na maioria vezes o fanatismo pode fazer com que uma pessoa cometa atos insanos em nome de um ideal, de um amor, ou algo do gênero.

O fanático sofre discriminação por apresentar um exagerado interesse em algo que para muitos é insignificante, ou tem um significado mais comedido. As pessoas devem manter-se alerta, pois o fanatismo não se restringe à classe social, cor ou credulidade, todo mundo está sujeito a esse sentimento, é importante ter consciência de que tudo deve ser moderado, tudo em excesso não faz bem.”

Antes de ler o artigo abaixo veja o video, o mesmo elucida de forma clara o nosso quadro, politico atual.

Fanatismo – Saiba Mais!

Por Matheus Maia Schmaelter
Doutorado  em Filosofia (UERJ, 2018)
Mestre em Filosofia (UERJ, 2017)
Graduado em Filosofia (UERJ, 2015)

O significado mais comum do conceito de fanatismo diz respeito a um excesso de admiração ou zelo cego e veemente em relação a alguma coisa, é um sentimento de cuidado excessivo que não raramente produz desprezo e intolerância para com qualquer elemento diferente em qualquer campo ou domínio a que esteja associado. A forma de fanatismo que mais frequentemente vem à mente de quem ouve esta expressão é o fanatismo religioso, que pode ser verificado tanto na história do cristianismo no ocidente quanto nas guerras provocadas por diversos grupos radicais muçulmanos no Oriente Médio durante os séculos XX e XXI, por exemplo.

Fanáticos do grupo Ku Klux Kan, próximo a Whashington, D.C., Estados Unidos (1921-22). Foto: Everett Historical / Shutterstock.com

Outra forma de fanatismo, no entanto, veio à luz ainda no início do século XX e demonstrou ser tão perigosa e resistente quanto o fanatismo religioso, perdurando até o presente século: o fanatismo político. Nele, em nome da adesão a um partido, uma ideologia ou um movimento político, abole-se os limites humanos na política enquanto diviniza-se tanto certas concepções políticas quanto os indivíduos que as encarnam. Nesse sentido, o fanatismo político acaba por assemelhar-se ao fanatismo religioso, onde a ideologia ou o indivíduo que a encarna assumem o lugar de Deus, detentor da verdade absoluta. Apesar de o conceito de fanatismo carregar consigo um caráter negativo desde a antiguidade, no contexto político ele passou a ser considerado uma espécie de virtude, significando uma fidelidade forte, que ignora objeções e limites. Contudo, a experiência demonstra que este tipo de fidelidade é o mais frágil de todos, pois na primeira decepção ele facilmente transforma-se em seu contrário.

Filosoficamente, a palavra fanatismo foi utilizada a partir do século XVIII no mesmo sentido que entusiasmo na Grécia antiga, quer dizer, como inspiração divina que produz um estado de exaltação com a certeza de possui a verdade e o bem. Neste sentido, o fanático se crê possuído por Deus e, portanto, imune ao erro e ao mal.

Nos séculos posteriores o uso de fanatismo prevaleceu sobre entusiasmo e passou a indicar a certeza pretendida de quem fala em nome de princípios absolutos e que, por causa disso, carrega consigo a pretensão de que suas palavras sejam também absolutas.

O aparecimento do termo fanatismo pode ser traçado na história da filosofia até a antiguidade, tendo sido utilizada por Cícero para referir-se a filósofos supersticiosos. Na modernidade, o filósofo alemão Gottfried Wilhelm Leibniz utilizou esse termo para se referir à toda filosofia que atribui todos os fenômenos a Deus. Mas considera-se que a melhor definição de fanatismo foi a desenvolvida pelo também filósofo alemão Immanuel Kant. Sendo um filósofo majoritariamente preocupado com os limites da razão humana, Kant define o fanatismo, de maneira geral, como uma transgressão desses limites em nome de um ou mais princípios. No entanto, para além do fanatismo definido em termos gerais, Kant apontou também para o que denominou “fanatismo moral”, que consiste na pretensão de fazer o bem por impulso, inspiração ou entusiasmo, quer dizer, consiste em substituir a ação virtuosa, intenção moral, racional, em constante conflito com outros interesses da vontade, por uma pretensa santidade de quem acredita ser possuidor de uma perfeita pureza da vontade. Kant combate as manifestações do fanatismo moral a fim de determinar os limites dos poderes humanos e qual é sua validade dentro desses limites.

Outro filósofo alemão que se ocupou de definir o fanatismo foi Georg Wilhelm Friedrich Hegel que, diferentemente de Kant, restringiu o fanatismo aos campos político e religioso. Politicamente, o fanatismo quer uma coisa abstrata e não uma organização; no campo religioso, consiste em subordinar o Estado à religião, de modo que nenhuma lei seja imposta aos religiosos.

Referências:

DICIO. Fanatismo. Disponível em: dicio.com.br/fanatismo/. Acesso em: 17 de Jan. 2020.

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. Alfredo Bosi e Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

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