Arquivo de Cultura - Rádio Yorùbá https://radioyoruba.com.br/category/cultura/ Emissora de Radio e TV Mon, 03 Feb 2025 11:45:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://radioyoruba.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-LOGO_RADIO_YORUBA_500-32x32.png Arquivo de Cultura - Rádio Yorùbá https://radioyoruba.com.br/category/cultura/ 32 32 Sandman é cancelada pela Netflix com motivo terrível https://radioyoruba.com.br/2025/02/03/sandman-e-cancelada-pela-netflix-com-motivo-terrivel/ https://radioyoruba.com.br/2025/02/03/sandman-e-cancelada-pela-netflix-com-motivo-terrivel/#respond Mon, 03 Feb 2025 11:45:03 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=17463 Segundo ano da série estreia ainda em 2025, mas não teve data revelada! Como é de conhecimento, há alguns meses começaram a surgir diversos relatos de abusos sexuais que teriam sido feitos pelo ator Neil Gaiman. Alguns textos foram publicados por sites ao longo deste períoro, e constantemente vão surgindo mais e mais vítimas. Algo […]

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Segundo ano da série estreia ainda em 2025, mas não teve data revelada!

Foto Internet Reprodução

Como é de conhecimento, há alguns meses começaram a surgir diversos relatos de abusos sexuais que teriam sido feitos pelo ator Neil Gaiman. Alguns textos foram publicados por sites ao longo deste períoro, e constantemente vão surgindo mais e mais vítimas. Algo que, obviamente, resultou no afastamento do autor de todos os seus títulos que estavam sendo adaptados. Ainda assim, mais decisões foram tomadas.

Há algumas semanas, no final de outubro de 2024, o Prime Video revelou que a 3ª e última temporada de Good Omens estava sendo resumida em um especial. Esta foi uma decisão que já ligou alguns alertas no público na época, que por sua vez agora foram confirmados.

Em um comunicado oficial realizado através das suas redes sociais nesta sexta-feira, 31 de janeiro de 2025, a Netflix confirmou o lançamento de Sandman 2ª temporada para o ano de 2025. Contudo, a mesma também destacou que esta será a última temporada da série.

O comunicado contou com uma mensagem de Allan Heinberg, showrunner da série, que destacou que a série sempre foi pensada para focar somente na história de Morpheus / Sonho. E que com isso, desde que olharam para o material original, eles já sabiam que a mesma chegaria ao final em sua 2ª temporada.

Confira abaixo:

Comunicado feito pela Netflix

Sandman foi cancelada com um comunicado que ninguém acreditou
Com tal comunicado feito, e toda a situação que sabemos que está acontecendo, obviamente que os fãs de Sandman não acreditaram nas motivações da Netflix para o cancelamento da série. A decisão, embora não seja surpreendente, ainda assim é desanimadora para aqueles que estavam ansiosos para ver toda a obra adaptada ao longo de diversas temporadas.

A edição definitiva de Sandman conta com 5 volumes extensos de um universo extremamente bem detalhado, e também que apresenta em sua composição diversos personagens conhecidos do público como Constantine, Lucifer, a Morte e tantos outros. Se levarmos em consideração que cada temporada poderia cobrir 1 destes volumes, então certamente é fácil de concluirmos que a série estava inicialmente planejada ao menos para 5 anos.

Os casos de abusos sexuais contra Neil Gaiman estouraram na internet no início de outubro, quando o conceituado site Vulture publicou uma matéria completa com diversos relatos. O autor se recusou a participar da matéria, e consequentemente após isso emitiu um comunicado em seu blog oficial negando todas as acusações.



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Dia de Cosme e Damião: conheça a origem da data https://radioyoruba.com.br/2024/09/27/dia-de-cosme-e-damiao-conheca-a-origem-da-data/ https://radioyoruba.com.br/2024/09/27/dia-de-cosme-e-damiao-conheca-a-origem-da-data/#respond Fri, 27 Sep 2024 12:59:11 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=15176 Encontro de tradições: entenda mais sobre os santos católicos e o sincretismo religioso Você costuma participar das comemorações de Cosme e Damião todos os anos? Talvez até já tenha guardado saquinhos com doces ou visto celebrações em seu bairro, mas você conhece o significado dessa tradição? Popularmente celebrado em 27 de setembro — embora marcado […]

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Encontro de tradições: entenda mais sobre os santos católicos e o sincretismo religioso

Foto Internet Reprodução

Você costuma participar das comemorações de Cosme e Damião todos os anos? Talvez até já tenha guardado saquinhos com doces ou visto celebrações em seu bairro, mas você conhece o significado dessa tradição?

Popularmente celebrado em 27 de setembro — embora marcado no dia 26 de setembro no calendário da Igreja Católica — o Dia de Cosme e Damião transcende a distribuição de bolos, balas, pirulitos e outras guloseimas, sendo uma data repleta de simbolismo. A comemoração é significativa não apenas para os católicos, mas também para os adeptos das religiões de matriz afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda.

Para as tradições mencionadas, Cosme e Damião são sincretizados com os Orixás Ibejis, representações da dualidade e da pureza das crianças. A celebração dessa data reforça a importância de cuidar e proteger os pequenos, tanto física quanto espiritualmente, com rituais que honram os princípios de alegria, união e equilíbrio.

Cosme e Damião ou Ibejis: duas tradições, um significado
Sidnei Nogueira, babalorixá, escritor, mestre, doutor, palestrante e sacerdote na Comunidade da Compreensão e da Restauração Ilè Asè Sàngó, conta à CNN que Cosme e Damião foram irmãos gêmeos que ficaram famosos por serem “médicos” que não cobravam pelos seus serviços de atendimento e de cura aos doentes.

No século IV, durante as perseguições aos cristãos sob o governo do imperador Diocleciano, os irmãos foram presos e acusados de praticar feitiçaria. No ano de 303, foram executados. Nos tempos atuais, são considerados padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

“Foram presos, torturados e martirizados por serem cristãos. O culto a eles se espalhou com destaque para as ações do Papa Félix IV e de Justiniano I. Olhando para o Brasil, um país extremamente devocional, de muita fé e naturalmente espiritualizado, esses santos estão intimamente associados às crianças”, explica Nogueira. “Quanto ao Candomblé, nós celebramos a infância, celebramos as crianças, celebramos a alegria. Inclusive, nós também [povos de terreiros] temos divindades que são dois irmãos gêmeos, os Ibejis: Taiwo e Kehinde.”

“São orixás poderosos da cultura Yorubá que podem curar, proteger as crianças e evitar a morte prematura, ao enganar a própria morte”, continua. “Sua origem é na cidade de Igbo-Ora, na Nigéria, considerada a capital mundial dos gêmeos. Estima-se que ela tenha cerca de 158 pares de gêmeos para cada mil nascidos vivos.”

Nos terreiros de Umbanda e Candomblé, a festa de Cosme e Damião é um dos eventos mais esperados do calendário religioso. Durante as festividades, é comum a realização de rituais com cânticos, danças e oferendas para celebrar tanto os santos cristãos quanto os orixás africanos. Ambas as tradições, inclusive, valorizam a proteção das crianças.

“Acredita-se que celebrando e agradando as crianças, oferecendo doces a elas, todos nós receberemos alegria, prosperidade, saúde e vida longa”, pontua Nogueira.

Um pouco mais sobre o sincretismo
O professor defende que o sincretismo religioso, aspecto marcante da cultura religiosa no Brasil, foi uma tática de sobrevivência utilizada pelos escravizados no país. Proibidos de praticar suas crenças e fé de forma aberta e livre, muitos disfarçaram suas divindades sob a imagem dos santos católicos.

O marco, desta maneira, permitiu que as religiões advindas da África sobrevivessem à repressão e também criou novas formas de espiritualidade, capazes de acolher diferentes visões do divino. A festa de Cosme e Damião na Umbanda e no Candomblé é um dos exemplos mais vivos desse encontro, onde o passado colonial e a resistência cultural se transformaram em um novo legado espiritual.

“Não nos esquecemos que foram 5 milhões de pretos e pretas escravizados no Brasil. Portanto, foi uma estratégia de manutenção de uma África ancestral, uma África Bantu, Yorubá, das diferentes nações de Candomblé, Keto, Jeje, Angola, Nagô, porque os senhores de engenho torturavam qualquer escravizado que não seguisse a fé católica”, explica Nogueira.

“Portanto, havia essa associação direta; ao olhar para a estátua de Cosme e Damião, os escravizados cantavam e rezavam, em suas respectivas línguas, para Ibeji. Desta forma, os escravagistas olhavam e acreditavam que estariam adorando os deuses católicos”, conclui.

Sidnei Nogueira acrescenta que, atualmente, não enxerga mais o sincretismo como uma necessidade, mas valoriza o poder do vínculo que segue estabelecido até os tempos atuais. “Historicamente, a associação está feita e não quer dizer que ambos tenham a mesma origem e significado, mas sempre há elementos que os conectam, como Santa Bárbara à Yansã, Ibejis a Cosme Damião, Ogum a São Jorge (em algumas regiões do Brasil) e São Lázaro a Obaluaê“, explica.

“A associação está feita, e de verdade, não é uma associação que eu, particularmente, considere nociva. Eu gosto mais de uma leitura de que os Orixás negros enegreceram os santos católicos brancos, do que o contrário. Nós estamos no campo da devoção e este campo é naturalmente subjetivo e plural”, continua. “Inclusive, devido à essa relação, foi o que possibilitou que as crianças de diferentes religiões fossem aos terreiros pegar os doces e os presentes da festa de Cosme e Damião.”

“Nós celebramos Ibejis, mas até hoje nós falamos que é a festa de Cosme e Damião. Por quê? Porque nós celebramos Cosme e Damião e Ibejis ao mesmo tempo”, finaliza.

Itã (conto Yorubá)
O babalorixá Sidnei Nogueira explica que o itã, ou conto em Yorubá, mais conhecido dos Ibejis, é o que os irmãos enganam a própria morte, justamente para destacar a importância do duplo, dos gêmeos.

“Conta-se que a Morte se ofendeu porque deixaram de lhe fazer oferendas”, explica. “E, ofendida, ela começa a matar todo mundo. Os gêmeos eram crianças e, portanto, precisavam de outras crianças para brincar, para se divertir. Com as mortes, chegou um dia em que não haviam mais crianças. A Morte punia a humanidade pela falta de respeito e oferendas, impedindo também que novas vidas viessem ao mundo.”

Os Ibejis gêmeos decidiram que iriam resolver essa situação. “Apesar de ninguém acreditar neles, nem mesmo os Orixás, os gêmeos afirmaram que fariam uma oferenda a Iku, a Morte na tradição Yorubá”, continua. “Assim, um dos irmãos foi até a Morte, enquanto o outro ficou escondido, combinando um revezamento. Ao chegar, o gêmeo se apressou em dizer que estava ali para fazer uma oferenda. Para sua surpresa, a Morte, que inicialmente queria matá-lo, se encantou quando ele começou a tocar um tambor e ela própria começou a dançar.”

“Durante mais de dez horas, o primeiro irmão tocou incessantemente. Quando ele se cansou, o outro irmão assumiu o lugar e continuou a tocar, sempre que a Morte se distraía com a música. Ela, encantada pela vitalidade e ritmo, dançava feliz, sem perceber que os irmãos estavam se revezando. Com o passar das semanas, a Morte ficou exausta, mas continuou dançando”, continua.

“Em um momento de cansaço extremo, um dos irmãos declarou que só pararia de tocar se ela parasse de matar. A Morte, então, concordou, mas pediu que ao menos uma vez por mês ele voltasse para tocar, para que ela pudesse se divertir e dançar, aliviando a pesada tarefa de levar vidas. Assim, compreendemos que a infância e as crianças possuem um poder imenso, capaz até mesmo de enganar a Morte. Essa história ilustra a força e a importância dos Ibejis, os orixás gêmeos, na tradição”, finaliza a explicação.

Mas e o terceiro irmão?
É comum encontrar algumas representações de Cosme e Damião acompanhadas por uma terceira criança menor, que seria Doum.

Diversas lendas explicam a origem dessa figura. Uma delas relata que Cosme, Damião e Doum eram trigêmeos e, após a morte de Doum, os irmãos seguiram a carreira de médicos, dedicando-se a cuidar das crianças de forma gratuita. Doum é reverenciado como o protetor das crianças até os sete anos de idade.

Salve as crianças: rituais, oferendas e agradecimento
O babalorixá esclarece que, para os candomblecistas, a principal oferenda de agradecimento aos Orixás Ibejis seria a nossa alegria e doçura.

“Nós acreditamos que quando você oferece alguma coisa para Ibejis, você também está agradando Cosme e Damião. Esse hibridismo não é um problema, até porque nós estamos no campo da devoção, não é mesmo? Então, como crianças, tanto Cosme Damião quanto Ibeji recebem doces diversos, como maria mole, pé de moleque, guaraná, salada de frutas, etc”, conta.

Mas quanto ao Caruru? Aos devotos, trata-se de prato tradicional da culinária afro-brasileira, que tem um papel central nas celebrações de Cosme e Damião na Umbanda e no Candomblé.

Inclusive, a iguaria foi reconhecida como patrimônio imaterial do estado da Bahia. A resolução ocorreu no dia 19 de setembro, em sessão plenária presidida pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC).

O título foi aprovado por unanimidade e o registro deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, em 27 de setembro.

“Nós no Candomblé chamamos de Caruru de Ibejis o guisado feito de quiabos. Além disso, também faz-se vatapá, arroz de leite, pipoca e acarajé, justamente pela relação muito forte com Yansã. Todos estes pratos também são oferecidos aos Erês, que são os iniciados no estado de crianças no Candomblé e os espíritos encantados de crianças na Umbanda”, complementa.

Apesar da herança cultural e espiritual presente nestas celebrações, as comemorações enfrentam o racismo religioso no Brasil. Esse preconceito se manifesta na forma de discriminação, intolerância e violência contra praticantes dessas tradições. Em apenas sete meses, o Disque 100, serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, registrou 1.451 denúncias de violação da liberdade de crença ou religião neste ano. Esse número é quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando foram feitas 789 denúncias desse tipo.

“É uma pena que atualmente a intolerância religiosa tem satanizado tanto os santos católicos quanto os Orixás. [Antigamente], uma coisa que sempre foi tão natural, toda criança, sendo, ela católica ou evangélica, não importava religião, ia até o terreiro pegar seu saquinho de doces, pegar seus brinquedos”, fala Nogueira. “E hoje, lamentavelmente, por conta do fundamentalismo, as crianças têm sido proibidas de irem aos terreiros buscar seus doces e balas. Nós, de terreiro, incorporamos, inclusive, livros infantis para dar para as crianças nessa época de festejo aos Ibejis e a Cosme Damião, mas, infelizmente, a intolerância religiosa tem produzido muita segregação, muito ódio, a ponto de nos impedir de agradar as crianças.”

Muitas das celebridades adeptas do candomblé e da umbanda celebram a data, como é o caso do cantor Zeca Pagodinho.

Fonte: CNN

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Olho de África no deserto do Saara ( Laroiê Èsù ) https://radioyoruba.com.br/2024/09/09/olho-de-africa-no-deserto-do-saara-laroie-esu/ https://radioyoruba.com.br/2024/09/09/olho-de-africa-no-deserto-do-saara-laroie-esu/#respond Mon, 09 Sep 2024 05:10:55 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=14960 Por esta altura parece impossível que a natureza ainda nos consiga surpreender, no entanto, ainda é capaz de nos deixar com a boca aberta em muitas situações. Ao longo do tempo temos aqui apresentado vários exemplos das incríveis maravilhas naturais que podemos encontrar um pouco por todo o mundo, no entanto, ainda existem imensos lugares […]

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Por esta altura parece impossível que a natureza ainda nos consiga surpreender, no entanto, ainda é capaz de nos deixar com a boca aberta em muitas situações. Ao longo do tempo temos aqui apresentado vários exemplos das incríveis maravilhas naturais que podemos encontrar um pouco por todo o mundo, no entanto, ainda existem imensos lugares extraordinários por descobrir.

Hoje, por exemplo, vamos fazer uma pequena viagem até África para falar cobre uma formação natural impressionante e espectacular. Referimo-nos à Estrutura de Richat, um lugar também conhecido como Olho de África ou Olho do Saara. Quer saber mais detalhes sobre esta maravilha natural africana? Então não perca nada do que lhe vamos contar a seguir!

 

Um ponto de referência para os astronautas
Situada no deserto do Saara, na Mauritânia, a Estrutura de Richat é na realidade um acidente geográfico muito particular que chamou a atenção quando começaram as primeiras missões espaciais. Até então, ninguém tinha dado conta que este lugar tem a forma de um olho, já que apenas é possível de apreciar a grande altura, o que nos faz recordar as Linhas de Nazca. Mas aqui há uma grande diferença: enquanto as enigmáticas linhas de Nazca podem ser apreciadas perfeitamente a partir de um avião, para ver a Estrutura de Richat na sua plenitude é necessário contemplá-las a partir do espaço sideral. Foi descoberta no verão de 1965 por dois astronautas que estavam a realizar uma missão espacial. É caracterizada por ter um diâmetro de 50 quilómetros e é formada por linhas em espiral. Tem indubitavelmente um tamanho descomunal. Por essa razão os astronautas utilizam o Olho de África como ponto de referência nas suas missões.

 

A origem da Estrutura de Richat
Apesar de terem passado já quase 50 anos da sua descoberta, a origem da Estrutura de Richat não é ainda muito clara. É afirmado por muitos que este enorme acidente geográfico terá sido provocado pelo impacto de um meteorito, o que explicaria a sua forma circular. No entanto, a maior parte dos estudos afirma que terá sido provavelmente o resultado de uma erupção vulcânica atípica, ocorrida há 100 milhões de anos, no período cretáceo, que posteriormente teria afundado devido a um longo processo de erosão até deixar o núcleo a descoberto. Com efeito, parece que o centro é formado por rochas dos períodos proterozóico e ordoviciano, ou seja, tem muitos milhões de anos. Mas tal como acontece a muitas outras formações naturais noutras zonas do planeta, também há sempre quem diga que os extraterrestres estiveram envolvidos…

 

Uma imagem que vale mil palavras
Embora se possa obter imagens realmente belas do Olho de África a partir do espaço sideral, a verdade é que ir a esta zona de África não vale muito a pena, já que está muito longe de ser um lugar turístico. Em contrapartida, observar as imagens obtidas a partir do espaço é realmente espectacular. Dê uma vista de olhos às imagens que acompanham este artigo e surpreenda-se com e uniformidade quase perfeita desta curiosa e impressionante formação geológica no maior deserto do mundo. Tenha atenção a que embora se possam observar diferentes cores nas fotografias, isso não significa que a Estrutura de Richat vá mudando de tonalidades. Na realidade esta diferença nas cores das imagens tem a ver com a hora do dia ou com a estação do ano em que foram tiradas. Para além disso, muitas fotos são modificadas com fins científicos ou simplesmente com objectivos meramente estéticos. De seguida fica uma galeria de imagens onde pode encontrar as mais belas imagens da Estrutura de Richat.

 

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Ogan Bangbala, conhecido como o Ogan mais velho em atividade no Brasil, é homenageado com exposição no Rio de Janeiro https://radioyoruba.com.br/2024/07/22/ogan-bangbala-conhecido-como-o-ogan-mais-velho-em-atividade-no-brasil-e-homenageado-com-exposicao-no-rio-de-janeiro/ https://radioyoruba.com.br/2024/07/22/ogan-bangbala-conhecido-como-o-ogan-mais-velho-em-atividade-no-brasil-e-homenageado-com-exposicao-no-rio-de-janeiro/#respond Mon, 22 Jul 2024 15:48:41 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=13344 Em julho, o Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, vai inaugurar a exposição “Vida na Fé: Matriz Africana – Edição Ogan Bangbala”, que homenageia Luiz Ângelo da Silva, o Ogan Bangbala, conhecido por ser o Ogan mais velho em atividade no Brasil. Aos 105 anos, o Ogan viveu 98 deles dedicados ao Candomblé, e […]

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Em julho, o Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, vai inaugurar a exposição “Vida na Fé: Matriz Africana – Edição Ogan Bangbala”, que homenageia Luiz Ângelo da Silva, o Ogan Bangbala, conhecido por ser o Ogan mais velho em atividade no Brasil. Aos 105 anos, o Ogan viveu 98 deles dedicados ao Candomblé, e terá suas contribuições para a preservação e construção de terreiros tradicionais no Rio de Janeiro e em Salvador contadas na mostra.

A exposição promete uma imersão cultural que destaca não apenas a trajetória pessoal de Bangbala, mas também a profundidade das matrizes culturais africanas que ele representa. O visitante será transportado para uma ambientação cênica que remete à casa do Ogan, com referências de sua história e seu papel na comunidade.

 

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Parque de Esculturas Francisco Brennand reabre ao público https://radioyoruba.com.br/2024/04/01/parque-de-esculturas-francisco-brennand-reabre-ao-publico/ https://radioyoruba.com.br/2024/04/01/parque-de-esculturas-francisco-brennand-reabre-ao-publico/#respond Mon, 01 Apr 2024 21:39:10 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=13256 Considerado um dos mais importantes museus a céu aberto do país, com um acervo de mais de 100 peças, o Parque de Esculturas Francisco Brennand reabriu esta semana para o público. O espaço localizado nos arrecifes do porto da capital pernambucana ganhou novo píer, banheiros, bicicletário e bancos, além de melhorias na estrutura física e […]

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Considerado um dos mais importantes museus a céu aberto do país, com um acervo de mais de 100 peças, o Parque de Esculturas Francisco Brennand reabriu esta semana para o público.

O espaço localizado nos arrecifes do porto da capital pernambucana ganhou novo píer, banheiros, bicicletário e bancos, além de melhorias na estrutura física e restauro das peças de arte, além da recomposição de outras obras que foram quebradas ou furtadas. A requalificação custou aos cofres públicos mais de R$ 9 milhões.

Segundo a prefeitura do Recife, o Parque agora terá guaritas de segurança com vigilância 24 horas, monitoramento por câmeras de segurança e uma sede administrativa para impedir vandalismos no ponto turístico.

O artista plástico Jobson Figueiredo, co-autor das obras e único artista autorizado a restaurar peças de Brennand, fala do resgate para além das obras. “Falar nesse cartão postal, falar no Brené Eterno, nós estamos falando na nossa cultura que tem que ser eterna, que tem que ser respeitada, a nossa identidade com o cidadão. Então nós, ao refazermos tudo isso, nós temos que entender que estamos reconstruindo a nossa própria memória. É com muito trabalho nós conseguimos fazer”.

O Parque, que tem uma área de 2,6 mil km2, é composto por obras do artista plástico Francisco Brennand, falecido em 2019, que contam, de maneira simbólica através de elementos artísticos, parte da história pernambucana. Ele foi inaugurado como comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Entre as obras, se destacam a Coluna de Cristal, um totem de 32 metros de altura, com flores confeccionadas em bronze, inspirada em uma flor descoberta pelo paisagista Roberto Burle Marx. Outras peças do acervo são ovos, pelicanos, atobás, totens e a escultura da serpente marinha de 22 metros.

Durante a reabertura do parque, a filha de Franciso Brennand, Maria Helena, relembrou o sentimento do pai ainda durante a concepção das obras que iriam ocupar o espaço. “Porque eu sei da importância desse trabalho na vida do meu pai. Trabalhei com ele durante 35 anos. Quem conhecia o papai [sabe que] ele era uma pessoa que quando ele se entusiasmava pelo projeto ele não media esforços. Então ele se apaixonou pelo molhe. Ele se dedicou de corpo e alma para todas essas esculturas, uma a uma. E ele dizia, eu vou criar meu próprio paraíso, paraíso mitológico, cheio de simbolismos, de cristas, de ídolos”.

O parque vai funcionar de terça a sexta, das 10h às 17h, e sábado e domingo das 9h às 18h, com acesso gratuito. A chegada ao local deve ser feita, preferencialmente, pelo rio Capibaribe, através de catamarã ou pelo serviço de barqueiros que realizam a travessia do Marco Zero até o espaço.

Por Madson Euler – repórter da Rádio Nacional – São Luíz

Edição: Bianca Paiva / Liliane Farias – Radio Agencia /

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CNIC aprova início da execução de R$ 1,2 bilhão para 516 projetos culturais https://radioyoruba.com.br/2024/03/24/cnic-aprova-inicio-da-execucao-de-r-12-bilhao-para-516-projetos-culturais/ https://radioyoruba.com.br/2024/03/24/cnic-aprova-inicio-da-execucao-de-r-12-bilhao-para-516-projetos-culturais/#respond Sun, 24 Mar 2024 09:14:36 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=13196 Em reunião virtual na última quarta-feira (20), comissários analisaram iniciativas de áreas como artes cênicas, música e patrimônio A341ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), realizada na quarta-feira (20), analisou 516 projetos culturais apresentados ao mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet. O colegiado autorizou o início da execução dos projetos […]

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Em reunião virtual na última quarta-feira (20), comissários analisaram iniciativas de áreas como artes cênicas, música e patrimônio

A341ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), realizada na quarta-feira (20), analisou 516 projetos culturais apresentados ao mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet. O colegiado autorizou o início da execução dos projetos e a continuidade do processo de captação do valor total de R$ 1.295.809.393,74, proveniente da renúncia fiscal oferecida a empresas e pessoas físicas que destinarem até 4% de seus impostos a ações de cultura.

Na abertura, foi empossado o segundo suplente do audiovisual, Tiago Santos, que está há 16 anos à frente do planejamento e da produção do Festival Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM). “Eu sou um fazedor de cultura e acho muito importante essa ferramenta de fomento para os produtores culturais, principalmente a questão dessa pesquisa de várias fontes de recurso, que é a sustentabilidade econômica”, destacou Tiago, que passa a ser também o representante de Santa Catarina no colegiado.

Durante o encontro, promovido no formato virtual, foram pautados 634 projetos, das cinco regiões do país, dos quais 516 foram apreciados e 10 diligenciados (aguardando resposta dos proponentes a pontos questionados). As iniciativas culturais contempladas integram as seguintes áreas: artes cênicas, artes visuais, audiovisual, humanidades, música e patrimônio cultural.

O secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural (Sefic) do Ministério da Cultura (MinC), Henilton Menezes, celebrou o resultado do encontro. “A CNIC é a representação da sociedade nas decisões sobre o fomento aos projetos, utilizando os incentivos fiscais permitidos pela Lei Rouanet. “, comentou. “Os projetos aprovados hoje totalizam um investimento potencial de R$ 1,2 bilhão, o que impacta diretamente a produção cultural brasileira e a economia”.

Com essa etapa, os agentes culturais ficam autorizados a finalizar a captação dos recursos aprovados e começar a execução das ações propostas. Os projetos aprovados contemplam todas as regiões do país com ações de relevância para o cenário cultural nacional e local, conforme o Decreto nº 11.453/2023, que regulamentou os mecanismos de fomento do sistema de financiamento à cultura e reforçou a necessidade de nacionalizar os recursos para o desenvolvimento do setor.

Todos os próximos passos do processo serão rigorosamente monitorados pelos técnicos do MinC.

Cultura em todas as regiões

Entre os projetos analisados durante esta edição da CNIC está o de manutenção bianual do Museu da Cultura Hip Hop do Rio Grande do Sul, o primeiro do país, que pode captar até R$ 3,1 milhões (R$ 3.191.700) via Lei Rouanet. Inaugurado em dezembro de 2023, o espaço abriga mais de 6 mil itens nos acervos físico e digital, biblioteca, quadra poliesportiva, estúdio e sala de exposições, além de oferecer oficinais de grafite e break. Na última terça-feira (19), o secretário Henilton Menezes visitou o museu durante viagem a Porto Alegre e constatou a importância do projeto. “É muito bom ver de perto para onde os recursos do fomento cultural vão e o impacto que têm”, comentou.

Também foi analisado o projeto para as tradicionais apresentações dos Bois Caprichoso e Garantido durante o Festival de Parintins (AM) de 2024, previsto para começar em junho. O total previsto para o projeto é de R$ 8,1 milhões (R$ 8.101.716,00), dos quais R$ 1,5 milhão já foi captado. Os recursos serão utilizados para pagar os cerca de 2.350 participantes das duas companhias e a elaboração de 9.636 fantasias, cenários e alegorias. O festival é a principal atividade econômica do município, atrai público de mais de 30 mil pessoas anualmente e é reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Outro projeto avaliado na 341ª reunião foi a produção do livro “Relíquias – Patrimônio Arquitetônico do Centro-Oeste do Brasil”, com registros do fotógrafo Fernando Chiriboga sobre o legado arquitetônico de cidades do Centro-Oeste brasileiro, algumas tombadas pelo Iphan e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O valor a ser captado é de R$ 319,8 mil (R$ 319.816,53). Também passou pelos integrantes da CNIC o projeto do Festival de Teatro do Agreste, em Caruaru (PE), que deve captar R$ 395 mil (R$ 395.395) para mostra de espetáculos profissionais e estudantis, além de oficina para estudantes e profissionais de artes cênicas.

Programado para realização no Rio de Janeiro e em São Paulo, o projeto Meu Primeiro Festival poderá captar até R$ 2,5 milhões (R$ 2.577.040,41) para sua terceira edição, destinada a apresentações de música, ópera, circo, oficinas, atividades culturais e de educação ambiental para crianças.

Colegiado

Órgão colegiado que subsidia o MinC nas decisões no âmbito da Lei Rouanet, a CNIC é composta por 30 pessoas. Da sociedade civil, participam 21 pessoas, representando entidades atuantes em todo o país nas áreas culturais e em setores da iniciativa privada.

Também são integrantes os sete presidentes das entidades vinculadas ao MinC – Agência Nacional do Cinema (Ancine); Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Fundação Biblioteca Nacional (FBN); Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB); Fundação Cultural Palmares (FCP); e Fundação Nacional de Artes (Funarte). É constituída ainda pelo presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura dos estados. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, preside a CNIC e tem como suplente o secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural, Henilton Menezes.

O próximo encontro da CNIC será presencial, no modelo itinerante, nos dias 10, 11 e 12 de abril, em Vitória (ES). Em junho é a vez do Centro-Oeste; em agosto, do Norte; em setembro, do Sul; e em novembro, Nordeste. As demais reuniões do ano serão virtuais.

Para assistir à 341ª reunião da CNIC, acesse o canal do MinC no YouTube.

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Senado aprova Regulamentação do Sistema Nacional de Cultura https://radioyoruba.com.br/2024/03/07/senado-aprova-regulamentacao-do-sistema-nacional-de-cultura/ https://radioyoruba.com.br/2024/03/07/senado-aprova-regulamentacao-do-sistema-nacional-de-cultura/#respond Thu, 07 Mar 2024 10:08:23 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=13145 Projeto, que segue agora para sanção do presidente Lula, prevê ampliação progressiva de recursos orçamentários destinados à cultura O Senado aprovou, nesta quarta-feira (6), o projeto de lei que cria o marco regulatório do Sistema Nacional de Cultura (SNC). A intenção do projeto é garantir direitos culturais, definindo regras para que o governo federal possa […]

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Projeto, que segue agora para sanção do presidente Lula, prevê ampliação progressiva de recursos orçamentários destinados à cultura

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (6), o projeto de lei que cria o marco regulatório do Sistema Nacional de Cultura (SNC). A intenção do projeto é garantir direitos culturais, definindo regras para que o governo federal possa colaborar com os estados e municípios nas políticas de promoção à cultura.

O projeto foi aprovado de maneira simbólica pelos senadores e vai para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O SNC está previsto na Constituição Federal, mas ainda não conta com uma regulamentação sobre a parceria dos entes federados em relação às políticas de cultura. O projeto visa estabelecer diretrizes para a colaboração do poder público nos âmbitos federal, estadual, distrital e municipal nas políticas de promoção da cultura.

O relator do projeto, senador Humberto Costa (PT-PE), afirmou que o SNC é importante para garantir a diversidade das expressões culturais.

“É evidente que, com um país que tenha as características do nosso, uma federação envolvendo três diferentes entes, e que cada um tem, pela Constituição, muitas ações, é fundamental ter um sistema articulado com a definição de tarefas, responsabilidades e financiamentos”, afirmou o relator.

Segundo o projeto, a participação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios no SNC acontece por meio de um processo definido pelo governo federal e pela aprovação de leis locais que criem os sistemas culturais estaduais, distrital ou municipais.

Para participar, cada local também precisa estabelecer um conselho de política cultural, um plano de cultura e um fundo de cultura próprio.

A estrutura do SNC inclui diferentes órgãos e processos em todas as esferas do governo, como gestores, conselhos, conferências, comissões, planos, financiamento, sistemas de informação, programas de formação e setores específicos.

Um dos componentes importantes são os planos de cultura, estabelecidos por lei, que guiam a execução das políticas culturais e a coordenação entre os níveis federal, estadual, distrital e municipal.

O texto também estabelece que os entes federados que aderirem ao SNC devem realizar conferências de cultura. Nestas conferências, o governo e a sociedade civil se reúnem para discutir a situação da cultura e sugerir ideias para políticas culturais futuras.

O projeto também prevê a ampliação progressiva dos recursos orçamentários destinados à cultura, em especial ao Fundo Nacional de Cultura (FNC). No relatório, Costa afirma que eventuais despesas decorrentes das novas definições do projeto ficarão sujeitas à disponibilidade orçamentária e financeira.

*Com informações da Agência Senado

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O PRIMEIRO E ÚNICO SAMURAI AFRICANO ERA DO POVO BANTU https://radioyoruba.com.br/2024/03/04/o-primeiro-e-unico-samurai-africano-era-do-povo-bantu/ https://radioyoruba.com.br/2024/03/04/o-primeiro-e-unico-samurai-africano-era-do-povo-bantu/#respond Tue, 05 Mar 2024 00:44:42 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=13135 Primeiro samurai estrangeiro de todos, Yasuke foi trazido da África pelos jesuítas e tornou-se guarda-costas do grande daimiô Oda Nobunaga Quando se fala no povo japonês ou no próprio japão vem logo a mente, os grandes samurais. E até se imagina que no meio de tantas tradições secretas desse povo enigmático, houvesse algum impedimento para […]

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Primeiro samurai estrangeiro de todos, Yasuke foi trazido da África pelos jesuítas e tornou-se guarda-costas do grande daimiô Oda Nobunaga

Quando se fala no povo japonês ou no próprio japão vem logo a mente, os grandes samurais. E até se imagina que no meio de tantas tradições secretas desse povo enigmático, houvesse algum impedimento para um homem negro vindo da áfrica se tornar um samurai.

Yasuke o primeiro e único samurai negro da história, nasceu pelos meados de 1555 a 1566, e segundo alguns historiadores, acredita-se que ele era da Angola ou da Etiópia, e também muito provavél que tenha sido um macua, um povo originário de Moçambique.

Seu nome também é um mistério para alguns pesquisadores, e existem algumas teorias que são: a Palavra Yaos que vem do povo Bantu, mais o termo japonês masculino chamado de suke. Então ficaria Yasuke. Ou mesmo Isaque, um nome cristão dados pelos seus senhores cristãos, como se ele fosse um etíope.

Yasuke chegou ao Japão em 1579. Começou atuando como assistente do jesuíta italiano Alessandro Valignano. A sua pele negra chamou logo a atenção dos japoneses e logo não passaria despercebido pelo grande Oda Nobunaga.

Oda Nobunaga foi um daimiô, dono de terras com grande poder político, filho de um guerreiro importante do Japão. Guerreiro esse conhecido pela frase “se o pássaro não canta, eu mato”.

E quando o daimiô viu aquele homem negro, alto, com forte estatura física, um gigante para os padrões japoneses da época, logo Yasuke foi recrutado como seu guarda-costas.

Quando se tornou samurai, após longo período de treinamento em 1581, trabalhou como guarda do castelo de Nobunaga. E logo a fama de Yasuke se espalhou como de um guerreiro gigante e indestrutível, com a força de dez homens. Aprendeu a falar fluentemente japonês e lhe foi concedido a honra de ser o portador da espada de Nobunaga.

Nobunaga havia recentemente unificado a metade do japão e conquistado estabilidade com seus opositores. Eram três grandes clãs – Hojo, Chosokabe e Shimazu – que assumidamente eram contra ao seu domínio.

O grande golpe e a queda de Nobunaga.
Em 21 de junho de 1582, o general Akechi Mitsuhide contra seu mestre Nobunaga, enviando um exército contra o templo Honno-ji. E como a vitória era impossível, Nobunaga cometeu seppuku – suicídio ritual.

Yasuke não pensou duas vezes e se juntou com o filho de seu mestre. Ele lutou ao lado do herdeiro por um longo tempo, mas não foi o suficiente para salvar seu mestre. Yasuke, sem ter para onde ir, se juntou ao lado do inimigo ao invés de cometer o suicídio de honra, pois ele seguiu o costume ocidental e ofereceu seus serviços a Mitsuhide. O general esnobou, o chamando de fera que “não sabia de nada”.

Mitsuhide o general traidor, manteve o xugunato por apenas 13 dias. Ele morreria misteriosamente em junho, assassinado na estrada. Se especula que o próprio Yasuke o matou. O poder passaria para outro general de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi. Enquanto o Yasuke, voltou a servir os jesuitas. Apartir daí nunca mais se ouviu falar dele.

Representação na cultura pop
Em 2021, a história de Yasuke foi adaptada para uma série da Netflix. Levando o nome do samurai negro, a produção de LeSeanThomas é adaptada para uma realidade alternativa fantástica no Japão feudal.

A série conta a trajetória de um ex-samurai de origem africana que precisa empunhar novamente sua espada para proteger uma garota misteriosa contra as forças do mal.

Referências: Pesquisador Thomas Lockey. Alessandro Valignano — Visitador das Missões nas Índias, segundo Michael Cooper em ‘They Came to Japan: An Anthology of European Reports on Japan, 1543–1640’.
Fonte inicial: pt.wikipedia.org

Autor: Eduardo F. Coelho

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Pioneiro do samba, compositor e percussionista extraordinário: conheça a história de João da Baiana https://radioyoruba.com.br/2024/01/17/pioneiro-do-samba-compositor-e-percussionista-extraordinario-conheca-a-historia-de-joao-da-baiana/ https://radioyoruba.com.br/2024/01/17/pioneiro-do-samba-compositor-e-percussionista-extraordinario-conheca-a-historia-de-joao-da-baiana/#respond Wed, 17 Jan 2024 13:21:40 +0000 https://radioyoruba.com.br/?p=12984 Além dos pandeiros, sua especialidade eram o prato e a faca, como instrumentos da tradição do samba João Machado Guedes, conhecido como João da Baiana, foi um compositor popular, cantor, passista e instrumentista brasileiro que nasceu no Rio de Janeiro em 1887 e é considerado um dos pioneiros do samba. Nesta sexta-feira (12), são completados […]

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Além dos pandeiros, sua especialidade eram o prato e a faca, como instrumentos da tradição do samba

João Machado Guedes, conhecido como João da Baiana, foi um compositor popular, cantor, passista e instrumentista brasileiro que nasceu no Rio de Janeiro em 1887 e é considerado um dos pioneiros do samba. Nesta sexta-feira (12), são completados os 50 anos de sua morte. Filho de Félix José Guedes e Perciliana Maria Constança, João era o caçula e único carioca de 12 irmãos.

O nome João da Baiana veio do fato de sua mãe ser conhecida como Baiana. Nascido na zona portuária, ele cresceu na Rua Senador Pompeu, no bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro, e foi amigo de infância dos compositores Donga e Heitor dos Prazeres.

“João da Baiana foi do grupo de Pixinguinha Os Oito Batutas. Só que ele não viajou para a Europa [com o grupo], em 1922, porque tinha um emprego fixo. Era funcionário público da Marinha e não foi para a França”, lembrou, em entrevista nessa quarta-feira (10) à Agência Brasil o também compositor, radialista, apresentador e estudioso das questões afro-brasileiras Rubem Confete.

Segundo Confete, João da Baiana era um percussionista extraordinário. “Tocava o pandeiro adufe [pandeiro quadrado], quase um tamborzinho. E ele tocava com uma precisão incrível. Parecia que tinha uma bateria na frente dele.”

Como todo negro àquela época, João da Baiana chegou a ser perseguido pela polícia por vadiagem. Por isso, o senador Pinheiro Machado autografou o pandeiro de João e lhe disse que, quando a polícia chegasse e pedisse documento, que ele mostrasse o autógrafo. “Era um cara incrível o João. Trabalhou na Rádio Nacional, onde fez muitos programas. Era uma pessoa gentil; ia para o 22º andar [do prédio da rádio] e distribuía balas para as crianças; ficava conversando.”

Percussão no choro

Rubem Confete destacou que João da Baiana teve importância fundamental para o choro porque, antes, este gênero musical não tinha instrumento de percussão. “Era violão, cavaquinho, flauta, mas percussão, não. Ele, se não for o primeiro, é um dos introdutores da percussão no choro. Deu um outro sentido, outro balanço para o choro.”

João compunha também, transmitindo a realidade de seu povo àquela época. São exemplos as músicas Batuque na Cozinha e Cabide de Molambo. “O que estava acontecendo com o povo preto daquela época. Ele é quase da época da abolição da escravatura. Era uma outra realidade, com a Lei Áurea recém-assinada. Uma realidade bastante miserável, mas com muita festa.” As duas músicas foram lançadas por João da Baiana em 1968, durante a gravação do LP Gente da Antiga, com Pixinguinha e Clementina de Jesus.

As músicas foram regravadas posteriormente por Martinho da Vila. “Ele [João] foi até o final junto com Pixinguinha e Donga”. No fim da vida, retirou-se para a Casa dos Artistas, no bairro de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, vindo a falecer em 1974, aos 87 anos.

Rubem Confete recordou a elegância de João da Baiana. Usava um chapéu gelot, de estilo europeu, paletó do tipo jaquetão, gravata bordô com laço, calça risca de giz preto e branco e sapato de duas cores. “Ele se vestia de maneira elegante. Ficava ali no Largo de São Francisco da Prainha e cumprimentava a todos”. Rubem Confete conheceu João da Baiana entre 1952 e 1953. “Ele estava lá. Foi a primeira grande figura que eu conheci da Pedra do Sal; já era funcionário da Marinha e fazia trabalhos na Rádio Nacional.” Martinho da Vila deu uma recuperada nas músicas de João. “Para a turma nova, a composição era do Martinho, mas ele disse logo: ‘não é minha. É do João da Baiana’.”

Ranchos

Quando criança, João frequentou rodas de samba e macumba que eram realizadas clandestinamente nos terreiros cariocas. Entre os 8 e os 10 anos de idade, participou de algumas das primeiras agremiações carnavalescas, chamadas ranchos, como porta-machado (figurante que abria os desfiles), no Rancho Dois de Ouro e no Rancho da Pedra do Sal. Nessa função, já empunhava o pandeiro, que aprendeu a tocar com sua mãe. A partir de 1923, passou a compor músicas e a gravar em programas de rádio. Sua primeira composição foi Pelo Amor da Mulata, seguindo-se Mulher Cruel, em parceria com Donga e Pixinguinha, e ainda Pedindo Vingança e O Futuro é uma Caveira. Em 1928, foi contratado como ritmista.

Além dos pandeiros, sua especialidade eram o prato e a faca, como instrumentos da tradição do samba, populares nas gravações da época. Integrou alguns dos pioneiros grupos profissionais de samba, como o Conjunto dos Moles, os grupos do Louro, da Guarda Velha e Diabos do Céu. Em 1940, participou da gravação organizada por Heitor Villa-Lobos a bordo do navio Uruguai, para o disco Native Brazilian Music, do maestro Leopold Stokowski, com sua música Ke-ke-re-ké. Na década de 1950, voltou a se apresentar nos shows do Grupo da Velha Guarda, organizados por Almirante, e continuou compondo até a década de 1970.

Atualmente, alguns pertences do músico integram o acervo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, entre os quais estão o prato e a faca, instrumentos que o consagraram.

Depoimento

De acordo com o Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, em depoimento prestado ao Museu de Imagem e de Som (MIS), João recordou que na época, o pandeiro era só usado em orquestras. “No samba, quem introduziu fui eu mesmo. Isto mais ou menos quando eu tinha 8 anos de idade e era porta-machado no Dois de Ouro e no Pedra do Sal. Até então, nas agremiações só tinha tamborim e assim mesmo era tamborim grande e de cabo. O pandeiro não era igual ao atual. O dessa época era bem maior.”

Em 1966, após seu nome ter sido escolhido por unanimidade pelo Conselho Superior de Música Popular Brasileira do MIS, foi convidado por Ricardo Cravo Albin para dar o primeiro depoimento sobre o equipamento. Seu histórico depoimento teve grande repercussão na imprensa e inaugurou, junto à mídia, o próprio museu, até então desconhecido.

Em 2011, em convênio com o Instituto Cultural Cravo Albin, foi lançada pelo selo Discobertas a caixa 100 anos de música popular brasileira. No volume 1 está incluída a gravação do samba Cabide de Molambo, de João da Baiana, na voz de Paulo Tapajós.

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Rainha do pífano: conheça Zabé da Loca, artista que completaria 100 anos em 2024 https://radioyoruba.com.br/2024/01/17/rainha-do-pifano-conheca-zabe-da-loca-artista-que-completaria-100-anos-em-2024/ https://radioyoruba.com.br/2024/01/17/rainha-do-pifano-conheca-zabe-da-loca-artista-que-completaria-100-anos-em-2024/#respond Wed, 17 Jan 2024 12:57:49 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=13509 Artista foi reconhecida apenas aos 79 anos e é expressão da cultura paraibana Nascida em 12 de janeiro de 1924, em Buíque (PE), Isabel Marques da Silva, conhecida como Zabé da Loca, completaria 100 anos nesta sexta-feira (12). O apelido vem por ter morado por mais de 25 anos em uma loca de pedra (pequena […]

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Artista foi reconhecida apenas aos 79 anos e é expressão da cultura paraibana

Isabel Marques da Silva, a Zabé da Loca, tocando pife. – Divulgação

Nascida em 12 de janeiro de 1924, em Buíque (PE), Isabel Marques da Silva, conhecida como Zabé da Loca, completaria 100 anos nesta sexta-feira (12). O apelido vem por ter morado por mais de 25 anos em uma loca de pedra (pequena gruta), na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano.

Pifeira e compositora, Zabé da Loca aprendeu a tocar ainda criança e foi descoberta aos 79 anos pelo Projeto Dom Helder Câmara, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2003. Com a saúde debilitada e já havia alguns anos diagnosticada com Alzheimer, Zabé faleceu de causas naturais no dia 5 de agosto de 2017, aos 93 anos, em Monteiro.

Rainha do Pífano, Zabé gravou, no final da década de 1990, Da Idade da Pedra, seu primeiro CD. Em 2003, foi a vez de Cantos do Semiárido, com músicas de sua autoria e uma versão de Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Nesse ano, foi morar em uma casa no Assentamento Santa Catarina, em Monteiro, lugar que hoje funciona a Associação Cultural Zabé da Loca.

Zabé da Loca e sua banda. / Foto: Ricardo Peixoto, 1997. Reprodução.

Em 2004, em São Paulo, Zabé da Loca se apresentou com o multi-instrumentista Hermeto Pascoal, no Fórum Cultural Mundial. Em 2007, gravou o CD Bom Todo. A direção de Da Idade da Pedra e de Bom Todo foi feita pelo músico Rivers Douglas, participante da banda Pife Perfumado.

Zabé da Loca é um símbolo de resistência da cultura nordestina. “Tocar as músicas que Zabé tocava é sempre se tocar e se encantar”, relembra Rivers ao falar sobre a importância de manter viva a memória da pifeira e de como foi ter a experiência de compor e tocar com a artista.

Em sua rede social, Rivers exalta a importância de Zabé. Ele conta que “iríamos ter uma apresentação da Banda de Zabé da Loca no Lima Penante, em João Pessoa; e show de Escurinho e Labacê, isso lá em meados dos anos 90…também estavam hospedados uns artistas de Brasília do Celeiro das Antas, no dia seguinte, depois do café estávamos batendo papo com Zabé, mestre Livino, e uma garota perguntou: Zabé de onde vem sua inspiração, sua música?…Zabé levantou as mãos e disse “a música está aqui!”.

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